Olá pessoal aqui vocês vão encontar diversos textos produzidos pelos alunos e são frutos de suas pesquisas, produções próprias e experiências vivenciadas coletivamente. Vale conferir com certeza!
ESSE TEXTO MEMORIAL DE LEITURA É A OBRA PRIMA DA AUTORA, NARRA A EXPERIÊNCIA DA AQUISIÇÃO DA LEITURA, OU SEJA O SEU PRIMEIRO CONTATO COM O MUNDO DA LEITURA E DA ESCRITA. IMPERDÍVEL!!!!!!!!Autor: Maria de Fátima Lima Nascimento MEMORIAL DE LEITURA
Uma folha em branco de caderno, ou algumas vezes, um pedaço de papel de embrulho ao qual o pão vinha enrolado, onde a professora cortava um buraquinho no meio para visualizar melhor uma única letra da cartilha do ABC. A professora, na hora da saída, fazia uma fila e sobre a cartilha colocava o papel como pequeno buraquinho que ia trocando de lugar a medida que os alunos fossem acertando a letra. Durante um bom tempo eu sempre voltava para o fim da fila com a cartilha na mão, para estudar melhor. Só ia pra casa no horário certo, quem acertasse a tal letrinha. É uma das lembranças mais marcantes de quando fui alfabetizada. Helena era o nome da professora que morava na mesma rua, passando apenas nove casas da minha. Em uma mesa grande de madeira com dois bancos em cada lado, a maioria das crianças da Rua Antônio Balbino 20-A, no bairro Plataforma, Salvdor-BA, iam ter aulas de reforço. Tinham mais garotas que garotos, porém, mesmo que fosse o inverso, os meus olhos só iriam olhar para um. O seu nome? Claro! Todos sabiam, principalmente eu que era apaixonada por ele há algum tempo. O que eu não sabia era como se escrevia o seu nome: se com a letra ”z” ou a letra “s”. Não podia perguntar a ninguém, para não levantar suspeita. Não sentava perto dele. Lembra? Meninos de um lado meninas do outro. Por esse motivo levei algum tempo para saber que o nome dele era escrito com “s”. Eu tinha sete anos e estudava na primeira série pela manha, entretanto era na “banca” onde realmente eu aprendia a ler e a escrever, muito dedicada a professora repassava todos os assuntos e realmente cobrava a organização dos cadernos e a leitura individual era executada diariamente. A professora do colégio, talvez pelo fato de ter mais alunos, não tinha esse empenho. Durante a adolescência conheci uma frase que marca ate hoje a minha vida “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-exupéry. Sendo este um dos livros mais lindo que já li. No segundo grau, me foram apresentados outros livros de literatura, aos quais eram de leitura obrigatória. Dentre eles: O Cortiço de Aluísio Azevedo foi um dos mais extensos e picantes. Por algum tempo a única leitura que fiz era de revista de fofocas, ate os filhos crescerem e, junto com eles, voltar a ler livros infantis e principalmente paradidáticos. Foi uma fase muito boa, realmente ler é uma excelente maneira de ocupar a mente, adquirir conhecimentos e viajar sem sair do lugar. Num determinado momento, surgiu a necessidade de me aproximar mais ainda de Deus e ingressei de corpo e alma num grupo de oração onde faço parte ate hoje. Descobri assim que Deus é Força e Poder e através das palavras do Evangelho, exercitei anda mais a minha leitura. No meu trabalho, algumas vezes geralmente as terças-feiras, dirijo-me ate a sala dos idosos, e levo para eles mensagens que leio aleatoriamente de livros de auto-ajuda. Augusto Cury é um dos autores mais comum. Alguns comentam sobre as mensagens e agradecem pela leitura, afirmando que estavam precisando ouvir essas palavras de conforto. A graduação que estou concluindo favorece de forma positiva nas escolhas da minha vida profissional. São matérias ricas em conteúdo, contribuindo para descobertas de novos conhecimentos, garantindo assim uma base solida que servirá de suporte para as conquistas que desejo alcançar com meus futuros alunos, criando sempre condições para facilitar o acesso deles no mundo da leitura. ESSE TEXTO VOLTA AO PASSADO, PRICISAMENTE DÉCADA DE 30 COM A "ERA VARGAS" O MESMO SERVIO DE MATÉRIA PARA A MONTAGEM DO JORNAL HISTÓRICO. CONFIRA!
Autor: Maria de Fátima Lima Nascimento
DATA: 12/09/09
TEXTO PARA O JORNAL HISTÓRICO
Getúlio Dornelles Vargas por duas vezes foi presidentes da República do Brasil:
Na primeira vez, de 1930 a 1945, onde governou o Brasil em três fases distintas: o governo provisório ( 1930-1934), o governo constitucional (1934-1937) em que ele foi eleito pelo Congresso Nacional, e no Estado Novo (1937-1945).
Na segunda vez, governou o Brasil como presidente eleito por voto direto (1951-1954).
Contando com o apoio dos setores que o apoiavam (integralistas) Getúlio Vargas planejou um golpe para suspender as eleições de 3 de janeiro de 1938. Elaborando um plano falso, denominado plano Cohen que pregava instalação de um governo comunista e o assassinato de centenas de políticos brasileiros cuja autoria seria atribuída aos comunista. Diante dessa suposta ameaça Vargas declarou estado de guerra e comunicou através do rádio a implantação do Estado Novo (a ditadura do Brasil).
Com esse novo governo ele criou uma nova constituição como medida de emergência e da salvação nacional. Objetivando o maior controle da administração pública, Getúlio Vargas institucionalizou em 1938 o Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP). Deve-se notar que esse departamento serviu para ampliar seus poderes através do rígido controle de administração. Criou também o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), criado para propagandas oficial do governo e para a censura, funcionava como elemento controlador de toda imprensa, determinando o que seria ou não apresentado.
Vargas aproximou-se dos trabalhadores, introduzindo direitos trabalhistas passando para eles uma ideia de “ pais dos pobres” porém não mostravam que as reivindicações eram atendidas dentro dos limites impostos pela burguesia nacional, evitando assim conflitos entre esses grupos sociais garantindo assim a ordem pública.
Essa prática é denominada de POPULISMO, que é um sistema do qual numa sociedade dividida em classe social divergentes é implantada uma imagem de unidade e identificação social, que contribui para ocultar a denominação social e a desigualdade.